Os deputados membros da Comissão dos Assuntos Sociais, do Género, Tecnologias e Comunicação Social (3ª Comissão) apreciaram de forma positiva a implementação e cumprimento do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado referente ao primeiro trimestre do ano em curso, sobretudo nas áreas sociais, não obstante os desafios conjunturais ligados as questões financeiras do País. 

Esta posição foi expressa pela Presidente da 3ª Comissão, Lucília Nota Hama, que falava, nesta sexta-feira, 29 de Maio, à imprensa, momentos depois do encontro que manteve com o Governo do distrito de Nacala, no quadro da acção de fiscalização da execução do PESOE-2026, tendo sublinhado que apesar dos desafios que o País enfrenta, Nampula está a caminhar para frente.

“Apreciamos com satisfação que a província de Nampula está a trabalhar para prover serviços básicos e responder eficazmente as inquietações da população, bem como em criar condições para o seu bem-estar social”, disse a Presidente Hama sublinhando que vários são os desafios que demandam a necessidade de envolvimento de todas as forças vivas da sociedade para a sua solução.

Dos desafios que se ainda se impõem, a Presidente da 3ª comissão fez menção da necessidade de continuar a procurar formas de redução do rácio professor alunos que ainda continua alto a nível da Província, a redução de casos da malária que constitui ainda a maior razão de procura nas unidades sanitárias, bem como o combate à venda e consumo de drogas.

“Entendemos que estes são problemas que apoquentam todo o País, contudo cremos que se houver envolvimento de todas as forças vivas em cada distrito ou província, é possível reduzir os impactos destes males que ainda assombram as nossas sociedades”, disse Hama.

Segundo ela, há ainda a necessidade de massificar a divulgação das leis sociais, nomeadamente a Lei da Família, a legislação sobre Uniões Prematuras, Violência Baseada no Género e Sucessões, bem como os direitos e deveres da criança, aliando-se a isso ensinamentos para a vida, com o envolvimento de líderes religiosos e comunitários.

“Sobre as uniões prematuras e consumo de drogas na adolescência, uma realidade que ainda é presente na nossa sociedade, o nosso apelo é que os pais devem salvaguardar e proteger a integridade física, psicológica e moral das crianças, para que elas tenham oportunidades de servir o País no futuro sem traumas”, apelou Hama para quem o futuro de Moçambique depende destas crianças e dos jovens por isso deve se assegurar o seu crescimento saudável.(GIAR)