O grupo de deputados membros da Comissão dos Assuntos, Sociais, do Género, Tecnologias e Comunicação Social, 3ª Comissão, apreciou positivamente, nesta quinta-feira, 28 de Maio, o trabalho que é realizado pela Visão Mundial no posto administrativo de Netia, Distrito de Monapo, na Província nortenha de Nampula, que tem contribuído para a melhoria da vida das comunidades naquele ponto do País.

Os parlamentares visitaram aquela comunidade, na qualidade de parceiros da Visão Mundial, sobretudo em matérias de índole social, área de actuação regimental da 3ª Comissão, para testemunhar, no terreno, o trabalho que é desenvolvo por aquela organização não-governamental, depois de terem-se reunido com o governo do distrito de Monapo, no âmbito do trabalho de fiscalização do cumprimento e execução do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado referente ao 1º semestre do ano em curso.

No encontro com alguns representantes das comunidades do Posto Administrativo de Netia, a Presidente da 3ª Comissão, Lucília Nota Hama, que chefia o grupo que trabalha em Nampula, enalteceu o trabalho desenvolvido e encorajou a Visão Mundial a continuar a apoiar as comunidades com vista a ultrapassar as diversas inquietações que as apoquentam em diversas áreas sociais.  

“Sabemos que todas as actividade financiadas ou coordenadas pela Visão Mundial estão dentro daquilo que são, igualmente, as preocupações do governo. Por isso, queremos agradecer esta parceria que nós também, como 3ª Comissão temos com esta organização”, explicou Hama dirigindo-se às representações das comunidades beneficiárias de acções desenvolvidas pela Visão Mundial.

A Presidente da Comissão dos Assuntos Sociais, do Género Tecnologias e Comunicação Social, solicitou à Visão Mundial que continue a apoiar a população em matéria de gestão de produtos para que estas não vendam o excedente da sua produção. Instou, ainda, o parlamento infantil a prosseguir com a divulgação dos direitos da criança e das leis de combate à violência doméstica, uniões prematuras e assédio sexual nas escolas, bem como a denunciar os prevaricadores.

À Visão Mundial desenvolve vários projectos, incluindo o denominado PARES (Parceria para Resultados da Educação Sustentável) financiado pelo Departamento da Agricultura dos Estados Unidos de América (EUA) que tem viabilizado diversas actividades em diferentes áreas de índole social, sobretudo, na área da saúde, educação, agricultura, infraestruturas, fortalecimento da gestão de riscos e desastres, entre outras.

De acordo com Daniel Macuácua, Gestor de Programa da Visão Mundial, em Monapo, a agremiação tem a sua actuação centrada, igualmente, na melhoria do acesso à água potável, no combate à desnutrição, no empoderamento juvenil, na protecção de raparigas e na melhoria dos cuidados de saúde primária.

“Outras actividades incluem o desenvolvimento de cidadania através de apoio ao parlamento infantil no posto administrativo para fazer trabalhos de sensibilização sobre direitos da criança e alerta sobre diversas práticas, como uniões prematuras, trabalho infantil, violência contra menores, a necessidade de viver em um ambiente limpo e saudável, entre outras situações que colocam em causa o desenvolvimento saudável das crianças, com enfoque para as raparigas”, referiu o gestor.

No encontro com a comunidade, os deputados tomaram conhecimento da inexistência de uma ambulância no posto de saúde local, situação que compromete a resposta a emergências, bem como da reintegração na escola de um total de 20 crianças raparigas vítimas de uniões prematuras e da integração de 40 crianças, meninas e meninos, órfãs e vulneráveis na escola, com apoio da Visão Mundial.

Ainda em Monapo, os deputados da 3ª Comissão visitaram o Instituto de Formação de Professores (IFP) no modelo 12ª classe+ 3 anos, que funciona desde 2016, tendo graduado até ao momento cerca de 400 formandos na área de professorado.

 No local, os deputados ficaram a saber que o IFP de Monapo enfrenta diversos constrangimentos ligados a falta de equipamento para o laboratório de Ciências Naturais, a inexistência de um muro de vedação para o instituto, o desembolso tardio dos fundos do FASE, a ausência de casas para os formadores, a insuficiência de fundos provenientes do Orçamento do Estado, para além de que clamam por um tractor e as respectivas alfaias para incrementar a produção agrícola no local. (GIAR)