O Ministro da Economia, Basílio Muhate, afirmou que o Governo está a avaliar um possível reajuste dos preços dos combustíveis para fazer face à actual crise no país e, em coordenação com a Polícia da República de Moçambique, está a reforçar acções de fiscalização com o objectivo de combater o açambarcamento e a venda informal.
Falando no parlamento, na sessão dedicada às perguntas ao governo, Muhate sublinhou que par destas medidas o governo está a fazer o controlo da reexportação ilegal de combustível e, com o envolvimento do Banco de Moçambique está a interagir com a banca comercial, no financiamento das aquisições de combustível.
“Apesar dos esforços recentes para normalizar a situação, voltaram a surgir constrangimentos, principalmente no fornecimento de gasóleo nas últimas semanas, sobretudo na cidade e província de Maputo, onde se regista uma afluência anormal aos postos de abastecimento”, disse Muhate, acrescentando que a principal causa está associada aos preços relativamente baixos praticados no país em comparação com os da região, o que tem incentivado o aumento do consumo e práticas como o armazenamento e revenda informal.
Para o governante não há crise de incapacidade, mas sim uma pressão da procura, que decorre de questões internacionais. “E nós, como Governo, estamos a responder com medidas concretas de abastecimento, controle rigoroso, combate à informalidade, mobilização do sector financeiro e protecção do transporte público, tudo isso para melhorar as condições de vida da nossa população”.
Muhate reconheceu que a oscilação dos preços a nível internacionais dos combustíveis tem impacto directo no custo de vida, afectando sobretudo o transporte, alimentos e serviços essenciais e explica que, “num país onde a economia depende fortemente do transporte rodoviário, aumentos nos combustíveis tendem a pressionar a inflação e reduzir o poder de compra das famílias”.
O Ministro disse ainda que, para mitigar estes efeitos, estão previstas, conforme o estabelecido no plano de recuperação do crescimento económico para 2025 –2029, a implementação de algumas medidas, como o apoio aos sectores estratégicos e a adoção de medidas temporárias focadas nas actividades com maior influência sobre os preços internos, nomeadamente o transporte público de passageiros, bem como a utilização de mecanismos de estabilização financeira, como subsídios ou compensações aos operadores, para evitar aumentos significativos das tarifa.
“Trata-se de identificar e implementar estratégias que permitem avaliar as consequências da escalada de preços e garantir o bem-estar das famílias, sobretudo as famílias mais vulneráveis”, disse o Ministro.
“Por exemplo, postos de combustíveis que em uma semana vendiam 40 mil litros de combustível hoje estão a vender os mesmos 40 mil litros em menos de 24 horas. A logística de distribuição não está preparada para o abastecimento das bombas todos os dias”, explicou o governante, acrescentando que embora os navios estejam a descarregar combustível, limitações cambiais também condicionam o ritmo das importações.
Muhate acrescentou que para responder à situação, o Governo está a implementar várias acções de curto prazo, tais como o reajuste dos preços dos combustíveis, reforço da fiscalização para combater o açambarcamento e a venda informal, em coordenação com a Polícia da República de Moçambique (PRM), controlo da reexportação ilegal de combustível, bem como o envolvimento do Banco de Moçambique na interação com a banca comercial, no financiamento das aquisições de combustível.
“Sobre combustíveis, queremos referir que não há crise de incapacidade, mas sim uma pressão da procura, que decorre de questões internacionais. E nós, como Governo, estamos a responder com medidas concretas de abastecimento, controle rigoroso, combate à informalidade, mobilização do sector financeiro e protecção do transporte público, tudo isso para melhorar as condições de vida da nossa população”, disse o Ministro.
O Muhate reconheceu que a oscilação dos preços internacionais dos combustíveis tem impacto direto no custo de vida, afectando sobretudo o transporte, alimentos e serviços essenciais, explicando que, num país onde a economia depende fortemente do transporte rodoviário, aumentos nos combustíveis tendem a pressionar a inflação e reduzir o poder de compra das famílias.
“Trata-se de identificar e implementar estratégias que permitem avaliar as consequências da escalada de preços e garantir o bem-estar das famílias, sobretudo as famílias mais vulneráveis”, sublinhou o Ministro da Economia (GIAR)