Os Presidentes dos Parlamentos dos membros da Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países de Língua portuguesa (AP-CPLP) condenaram, nesta terça-feira, o golpe de estado ocorrido a 26 de Novembro findo, na República de Guiné-Bissau, e exigiram a reposição da ordem constitucional no Pais, para que o povo guineense prossiga livremente o seu caminho na edificação de uma sociedade democrática, de paz e justiça, em prol da prosperidade e bem-estar de todos.
Esta posição foi defendida durante uma conferência extraordinária dos presidentes dos parlamentos da comunidade dos países de língua portuguesa, em formato virtual, os quais exigirem, igualmente, a libertação imediata e incondicional de todas as pessoas detidas.
De acordo com o Chefe do Grupo Nacional junto a AP-CPLP, Felix Avelino Sílvia, os presidentes dos parlamentos membros da AP-CPLP encorajaram, igualmente, as autoridades competentes a assegurar, com a maior brevidade e com plena transparência, a divulgação integral dos resultados eleitorais das eleições presidenciais e legislativas realizadas em 23 de novembro de 2025 na República da Guiné-Bissau, bem como o reconhecimento do acto eleitoral, registando e valorizando o contributo da Missão de Observação Eleitoral da CPLP.
“Apoiar a decisão dos Chefes de Estado e de Governo da CPLP, de constituir uma Missão de Bons Ofícios de Alto-Nível, a ser enviada à Guiné-Bissau”, disse Silvia recordando que a CPLP acompanhou todo processo eleitoral na Guiné-Bissau, antes, durante e depois da votação, “que decorreu de forma pacífica e ordeira, sem qualquer coação ou intimidação aos eleitores”.
Silvia Sublinhou que a AP-CPLP tem, entre seus objectivos primordiais, conforme o artigo 3º do seu Estatuto, “contribuir para a paz e para o fortalecimento da democracia e das suas instituições representativas” e “contribuir para a boa governação e para a consolidação do Estado de direito”.