O Governo Moçambicano afirma estar a mobilizar e a afectar os recursos essenciais de acordo com as capacidades reais do país para fazer face aos desafios enfrentados pelas Forças de Defesa e Segurança (FDS) em particular das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) no teatro operacional norte.
A informação foi prestada, esta quarta-feira, dia 10 de Dezembro, na Assembleia da República, pelo Ministro da Defesa Nacional, Cristóvão Artur Chume, durante a Sessão de Perguntas ao Governo.
Respondendo a questão levantada pela Bancada Parlamentar da FRELIMO, relativa às acções concretas que estão a ser desenvolvidas para reforçar a capacidade operativa, logística e tecnológica das FDS, no contexto da actual situação em Cabo Delgado e das incursões registadas recentemente na província de Nampula, o Ministro explicou que têm sido mobilizados recursos para enfrentar os desafios que persistem no terreno.
ʺPor outro lado, o Governo tem assistido às Forças Armadas com pacotes de formação especializada na área de contra-terrorismo, o que tem resultado em ganhos significativos no Teatro de Operaçõesʺ, frisou o governante acrescentando que tem sido, igualmente, reforçada a logística militar com a aquisição de equipamento diverso nas componentes do Exército, Marinha e Força Aérea.
O Ministro referiu que, no âmbito dos esforços do Governo, tem se privilegiado a cooperação bilateral e multilateral com vista a aquisição de fontes alternativas para a sustentação das FADM, que incluem estudos e pesquisas para a implantação e desenvolvimento de uma indústria de Defesa Nacional.
Chume reafirmou que o governo está consciente dos desafios no combate ao terrorismo, sobretudo no que respeita à protecção das populações mais expostas aos ataques terroristas, “contudo, continuamos a privilegiar uma estratégia holística e integrada que conjuga intervenções nos domínios militar, humanitário, desenvolvimentista e de cooperação internacional”, vincou o governante.
O Ministro da Defesa Nacional explicou ainda, aos deputados, que as forças destacadas no Teatro de Operações continuam a conduzir operações ofensivas de contra-terrorismo com vista a deter e neutralizar todas as células terroristas e, deste modo, reforçar a segurança e estabilidade em todas as comunidades.
“Cientes do carácter transnacional do terrorismo, o Governo continua a desenvolver estudos e pesquisas que visam aprofundar a compreensão sobre toda a arquitectura envolvente ao grupo terrorista, o que inclui a sua cadeia logística e de financiamento, as suas lideranças, intenções e modus operandi”, disse, explicando que este processo é desenvolvido por diversas instituições do Estado, com destaque para o Centro Nacional de Prevenção e Combate ao Terrorismo e Extremismo Violento, uma instituição multissectorial de carácter técnico, criada por Diploma do Conselho de Ministros.
Ainda a respeito da Estratégia do Governo para o combate ao terrorismo, Chume informou que no presente ano o Conselho de Ministros promulgou a Estratégia Nacional de Prevenção e Combate ao Terrorismo e Extremismo Violento, nos termos da Resolução nº3/2025, de 24 de Março.(GIAR)