O 1º Vice-Presidente da Assembleia da República, Hélder Ernesto Ijonjo, afirmou que a Inteligência Artificial é uma ferramenta estratégica para potenciar o trabalho parlamentar, desde a análise de informação legislativa e jurídica até ao aprofundamento da transparência e da comunicação com os cidadãos.

“A Inteligência Artificial oferece, igualmente, oportunidades ímpares para ganharmos eficiência, rigor e proximidade interparlamentar, por um lado e, por outro, na componente de suporte na realização da função parlamentar”, acrescentou o deputado.

Discursando quinta-feira finda, dia 18, na sede do Parlamento, em Maputo, no acto solene de encerramento do XXV Encontro da Associação dos Secretários-Gerais dos Parlamentos dos Países de Língua Portuguesa (ASGPLP), o parlamentar vincou que a implementação da Inteligência Artificial exige metodologias robustas, desde a criação de unidades de orientação e equipas multidisciplinares à definição de regulamentação específica e programas de capacitação, garantindo sempre a segurança, a privacidade de dados e a soberania das infraestruturas.

Segundo o 1º Vice-Presidente da Assembleia da República, os relatórios de actividades partilhados no encontro demonstram que os Parlamentos são instituições dinâmicas, empenhadas nas suas funções legislativas, fiscalizadoras e de representação. “Os desafios identificados, desde constrangimentos orçamentais e humanos até à necessidade de modernização tecnológica são partilhados, o que torna a nossa cooperação não apenas desejável, mas essencial”, sublinhou.

Falando em representação da Presidente da Assembleia da República de Moçambique e da Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Margarida Adamugi Talapa, o deputado Ijonjo disse que do encontro de Maputo emergiram conclusões claras e um rumo definido para o futuro.

“Todavia, para melhorar a cooperação interparlamentar e a prestação dos Secretariados Gerais, é imperativo que se empenhem em Institucionalizar a partilha de conhecimento, transformando estes encontros em plataformas permanentes de intercâmbio de melhores práticas, nomeadamente nas áreas de Tecnologias de Informação e Comunicação, gestão documental, modernização administrativa e, crucialmente, na implementação ética e segura da Inteligência Artificial”, frisou o 1º Vice-Presidente da Assembleia da República.

A promoção da harmonização de procedimentos, trabalhando em conjunto para criar manuais, protocolos e modelos comuns que facilitem a interoperabilidade entre os nossos parlamentos e tornem a nossa cooperação mais ágil e eficaz; o investimento na capacitação contínua dos nossos quadros, assegurando que os programas de formação, tanto funcional como técnica, sejam uma prioridade absoluta, preparando-os para os desafios parlamentares em rápida e crescente transformação; e a exploração de projectos conjuntos, particularmente no domínio tecnológico, potenciando capacidades e aprendizagens mútuas na aquisição e desenvolvimento de soluções digitais seguras, são outros aspectos elencados pelo deputado para uma cooperação parlamentar dinâmica na comunidade lusófona.

“Que as sementes aqui lançadas germinem e frutifiquem em acções concretas, tornando os nossos Parlamentos mais modernos, eficientes e, acima de tudo, mais próximos dos cidadãos que servimos”, vincou Ijonjo, reiterando os profundos agradecimentos a todos os participantes pelos contributos e espírito de fraternidade e cooperação que marcaram os trabalhos deste evento”, disse o deputado, enaltecendo o compromisso colectivo dos Parlamentos dos Estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) que os une para fortalecer, continuamente, os alicerces da cooperação parlamentar, modernizando as suas instituições, pilares fundamentais da democracia e do Estado de Direito no espaço lusófono. O parlamentar expressou a satisfação e a gratidão da Assembleia da República de Moçambique pelo privilégio de acolher, uma vez mais, este fórum que, desde 1998, tem desempenhado um papel crucial na promoção da cooperação técnico-parlamentar, na partilha de experiências institucionais e na consolidação dos laços de fraternidade que unem as nações lusófonas.( GIAR)