O Governo do Distrito de Sussundega informou ao grupo de deputados da Comissão dos Assuntos Sociais, do Género, Tecnologias e Comunicação Social que o resultado do ensino bilíngue nas escolas é satisfatório, uma vez que as crianças apresentam um aproveitamento positivo no processo de ensino e aprendizagem.
Esta informação foi partilhada, esta quinta-feira, dia 04 de Setembro, pela Administradora do Distrito, Angelina Maria Luís Nguirazi, tendo explicado que o Distrito possui 58 escolas com o ensino bilingue, destas 12 leccionam a língua ciute (Posto Sede), 04 leccionam cimanhica (Postos de Rotanda e Muôha) e 42 leccionam cindau no (Posto de Dombe).
“Esta modalidade possui o efectivo de 7.798 alunos, sendo 3.757 raparigas, agrupados em 164 turmas do Ensino Primário, assistidos por 136 professores”, disse a Administradora, ajuntando que o impacto do ensino bilingue é positivo, visto que as crianças mostram domínio de leitura e escrita nas suas próprias línguas, na melhoria do aproveitamento pedagógico e consequentemente no aumento de número de turmas.
Quanto ao ensino inclusivo, o governo de Sussundenga esclareceu aos deputados da 3ª Comissão que o Distrito tem realizado actividades de sensibilização das comunidades escolares e a sociedade em geral para a inclusão de alunos com necessidades educativas especiais e os deficientes no processo de ensino e aprendizagem.
“Consequentemente, este ano temos o registo de 187 alunos com necessidades educativas especiais, destes 80 são mulheres; sendo 176 do Ensino Primário e 11 do Ensino Secundário”, disse a Administradora do Distrito, sublinhando que estes alunos são assistidos por 109 professores, sendo 06 capacitados nesta matéria e espera capacitar, ainda este ano, mais dois professores.
A Administradora partilhou, ainda, que o Distrito tem desafios de alunos ao ar livre, contudo, garantiu que esforços estão a ser envidados para colmatar a situação, estando a precisar de mais 28 salas de aulas. “O Distrito possui 1.260 alunos que estudam ao relento, sendo 450 no Posto Administrativo Sede, 675 no Posto Administrativo de Dombe e 135 no Posto Administrativo de Muôha”.
O grupo de deputados da 3ª Comissão, chefiado pela respectiva Presidente, Lucília Nota Hama, escalou o Distrito de Sussundenga no âmbito do trabalho de fiscalização do cumprimento e implementação do Plano Economico e Social e Orçamento do Estado referente ao primeiro semestre de 2025, nas áreas sociais, como educação, saúde, combatentes, accão social, tecnologias e comunicação social.
Em Sussundenga, os deputados ficaram a saber que o Distrito, apesar das dificuldades que apoquentam quase todas as províncias visitadas, relacionadas com a exiguidade de fundos, está a trabalhar para o bem da população.
Com efeito, na área de saúde, no capítulo de vacinação para crianças, o Distrito tinha como grupo-alvo 112.101 crianças. “No entanto, foram vacinadas 115.451 crianças, alcançando uma taxa de cobertura de 102,9 por cento, o que demonstra que a meta foi superada com sucesso”.
“Na área de acção social, para o ano 2025 foram planificados 60 Atestados de Pobreza e até ao I Semestre foram atendidas 57 pessoas, correspondente a 95 por cento de execução”, disse a Administradora de Sussundenga, acrescentando que para a área dos combatentes foram distribuídos 30 meios de compensação para os combatentes da luta pela soberania.
Na área relativa aos jovens, os deputados foram informados da atribuição de 80 talhões aos jovens dos Postos Administrativos e Localidades, em parceria com o Serviço Distrital de Planeamento e infra-estrutura.
Apesar dos resultados alcançados até ao momento, a Administradora relata desafios estruturantes para o Distrito, dos quais se destaca a insuficiência de salas de aula e carteiras, a existência de dívidas acumuladas em horas extras e 2ª turma e subsídio de alfabetizadores, assim como a fraca adesão na contratação de alfabetizadores voluntários.
“Temos ainda o desafio da falta do livro revisto da 4ª, 5ª e 6ª do ensino bilingue, a existência de dívidas acumuladas em horas extras para os profissionais de Saúde, bem como o funcionamento deficiente do hospital distrital (falta de um computador para a leitura do RX, ecógrafo, quadro eléctrico para a Morgue, equipamento para lavandaria e para a cozinha, falta de reagentes para o laboratório e de material para o berçário) ”, disse a Administradora para quem as perspectivas são de continuar a trabalhar para que estes e outros desafios sejam ultrapassados. O grupo de deputados da 3ª comissão interagiu com o Conselho Consultivo Distrital, líderes comunitárias e religiosos, associações juvenis, associações e organizações ligadas a prevenção e combate à violência baseada no género e visitou os projectos de Electricidade pertencente ao cidadão Luís Issaca Manassa, e de Horticultura de Ernesto Calido, que receberem financiamento no âmbito do Fundo de Apoio às Iniciativas Juvenis (FAIJ); a Escola Básica I de Junho e o Hospital Distrital. (GIAR).