O Governo do Distrito de Angónia, na Província Central de Tete, clama pela expansão da rede sanitária com a construção de mais seis novas unidades sanitárias nas localidades de Dziwanga, Kamphessa, Khombe, Binga, Ndaula e Nkhame, para responder à crescente demanda por serviços de saúde naqueles pontos do distrito.
Esta informação foi avançada, nesta quarta-feira, dia 27, pelo Secretário Permanente (SP) daquele distrito, Albertino Sinate, durante um encontro de trabalho com um grupo de deputados da Assembleia da República (AR) pertencentes à Comissão dos Assuntos Sociais, do Género, Tecnologias e Cominuição Social, 3ª Comissão.
O distrito informou que neste momento, os serviços de saúde são garantidos a partir de agentes polivalentes de saúde (APS) e tem destacado de quando em vez brigadas móveis para o efeito, “sendo desafio do distrito a instalação de unidades sanitárias naquelas localidades, o que vai contribuir para descongestionar os centros de saúde existentes”.
Os deputados escalaram o distrito de Angónia no âmbito do trabalho de fiscalização do cumprimento do Plano Económico e Social e Orçamento de Estado (PESOE) referente ao primeiro semestre de 2025.
De acordo com Sinate, o distrito conta com uma rede sanitária constituída por 17 unidades, das quais duas do tipo um (I), sendo o Hospital Distrital de Angónia e o Centro de Saúde de Dómuè, 13 do tipo II e duas do tipo III para uma população estimada em 598.344 habitantes, sendo 292.858 homens e 305.485 mulheres.
Segundo o SP, a actual rede sanitária mostra-se insuficiente para a atender às necessidades das populações, por isso estão a ser enviados esforços, apesar de constrangimento de varia ordem, para a expansão da rede para as localidades em referência”, explicou o SP que falava em nome do Administrador do Distrito.
O SP informou, ainda aos parlamentares que a segurança alimentar no Distrito de Angónia, está garantida para a população local e dos distritos circunvizinhos, mercê do aumento da produção agrícola, com destaque para os cereais e leguminosas.
De acordo com o SP, foi produzido um cumulativo de cerca de 462 mil toneladas de peso de grupo de culturas diversas, o que corresponde a 99,4 por cento do grau de execução em relação ao planificado para o 1º semestre de 2025.
“Para os cereais houve uma produção de 184.831,4 toneladas das 178.484.8 toneladas planificadas, uma realização em 103.6 porcento e uma taxa de crescimento em 5.6 pontos percentuais comparativamente ao igual período do ano passado”, disse o SP ajuntando que nas leguminosas houve uma realização em 84.4 por cento merce da produção de 44.279.9 toneladas das 52.478.7 planificadas.
A produção global inclui ainda, segundo o distrito, ao aumento da produtividade em tubérculos e raízes, para além de aumento de produção de carnes em cerca de 150 mil toneladas contra cerca de 145 produzidas no primeiro semestre de 2024, correspondendo a um crescimento na ordem dos 2.98 por cento.
A presidente da 3ª Comissão, Lucilia Nota Hama, encorajou ao governo do distrito a continuar a trabalhar afincadamente, mesmo com exiguidade de recursos, para arrecadação das receitas para o Orçamento do Estado e para o apetrechamento dos hospitais em medicamentos e as escolas em carteiras e livros escolares.
Hama exortou igualmente a necessidade de maior divulgação da legislação aprovada pela Assembleia da Republica sobretudo a referentes questões sociais como lei da família, lei contra uniões prematuras, contra a violência domestica e lei de sucessões.
No que se refere a questões ligadas a assedio sexual nas escolas, a Presidente da 3ª Comissão apelou a vigilância da sociedade e de denuncia e punição exemplar sobretudo aos professores que se envolvem nessas praticas nocivas a saúde e que atentam ao futuro das raparigas.
Ainda no distrito de Angónia, os deputados visitaram o hospital que anteriormente era Rural que passou a ser distrital depois da sua requalificação, o Orfanato de Tcherezo, que alberga 40 crianças das quais 30 rapazes e 10 raparigas e inteirou-se dos trabalhos desenvolvidos pela Visão Mundial- Moçambique, naquele distrito, uma organização que tem desenvolvido diversas acções de carácter humanitário e de defesa dos direitos humanos no país há mais de 40 anos.