O governo moçambicano garantiu, esta quarta-feira (28), em Maputo, que vai adquirir e instalar, nos próximos dias, em diferentes unidades sanitárias do país, um total de 100 ecógrafos e 29 aparelhos de Raio X fixos.

A garantia é do Ministro da Saúde, Ussene Hilário Isse, o qual sublinhou que a medida enquadra-se no âmbito da expansão da rede sanitária e ao aumento do acesso aos serviços de saúde.

Falando, em Maputo, durante a Sessão de Perguntas ao Governo, da Assembleia da República na sua X Legislatura, Isse informou ainda que o seu pelouro vai construir e apetrechar 60 Postos Comunitários de saúde em todo o país, alargando desta forma a rede de prestação de cuidados de saúde primários nas comunidades.

“Vamos concluir as obras de construção de sete novas unidades sanitárias, nomeadamente, Hospitais Distritais de Mocímboa da Praia, Mueda, Meconta, Mopeia e ainda dos Hospitais Gerais de Nampula, Mavalane e José Macamo”, disse o Ministro da Saúde.

A reconstrução de infraestruturas afectadas pelos Ciclones Jude, Chido e Dikelede é a outra aposta do Ministério da Saúde. “Neste contexto, vamos proceder com a reconstrução de 104 unidades sanitárias, sendo 70 na Província de Nampula e 34 na Província de Cabo Delgado”, sublinhou Isse.

Com objectivo de acelerar a formação especializada e a retenção de médicos especialistas nas províncias, o Ministro da Saúde disse que está em curso o processo de acreditação dos novos hospitais para se tornarem centros de formação médica especializada em diferentes áreas.

Treinar e alocar 1000 novos Agentes Polivalentes de Saúde, no âmbito da operacionalização do Subsistema Comunitário de Saúde, passando dos actuais 9477, para 10477 consta no plano anual do Ministério da Saúde.

“Estes Agentes Polivalentes de Saúde vão reforçar a oferta de serviços e cuidados nas nossas comunidades ao longo do ciclo de vida com foco em actividades de promoção de saúde, prevenção de doença, diagnóstico precoce, referenciamento de pacientes, tratamento das doenças mais comuns (malária, diarreias, tuberculose, HIV, desnutrição, etc.) e ainda cuidados paliativos”, frisou o Ministro da Saúde.