o Instituto para Democracia Multipartidária (IMD) instou aos deputados da Assembleia da República, nesta X legislatura, para que no processo de elaboração e aprovação de leis tenham também em mente as mulheres que não estão filiadas aos partidos políticos e que não podem ter uma participação activa na vida política nacional.
O posicionamento é de Elisa Muianga, gestora de projecto no IMD, que falava esta terça-feira, no parlamento durante o 1º Fórum da Mulher Parlamentar na X legislatura da Assembleia da República, que decorreu sob o lema ”Mulher Parlamentar lutando pelo seu empoderamento e construindo a igualdade de género”, tendo sublinhado que “cada proposta de Lei que for debatida reflita as realidades das mulheres que representam e que cada decisão tomada nesta magna casa considere o impacto que terá sobre as vidas das mulheres moçambicanas”.
“Apelamos para que durante as discussões, cada votação e cada política pública que for formulada, as mulheres fora desta casa possam se ver, reconhecer e também serem protagonistas na construção de um futuro melhor”, disse Muianga que falava em representação do Director Executivo do IMD, Hermenegildo Mulhovo.
Muianga sustentou que as mulheres moçambicanas no geral, em particular as que sofrem pela guerra, pobreza, vulnerabilidade resultante das mudanças climáticas, violência diversa e as que não se sentem politicamente representadas, esperam por oportunidades iguais na política, no trabalho, no acesso a recursos, e tantos outros aspectos que lidam com desigualdades estruturais, esperam que este mandato seja um tempo de mudanças significativas.
“É neste contexto que através da Academia Política da Mulher (APM), gostaríamos de usar esta oportunidade para desenvolver as capacidades necessárias para que as mulheres possam se engajar activamente na política e na tomada de decisões, sendo actoras de mudanças nos assuntos que são do seu interesse social e político”, disse a Gestora de Projectos no IMD para quem o fórum da mulher parlamentar acontece num momento em que o país ainda tem mulheres e raparigas que sofrem os efeitos do extremismo violento em Cabo Delgado, enquanto se tentam erguer para reconstruir suas vidas, veem em nós fontes de esperança.
A Assessora de Género no IMD observou ainda que na legislatura passada, a IX, o Parlamento era composto por 43% de deputadas e na actual legislatura, constata-se uma redução para 39%, o que mostra que os esforços para elevação dos espaço e representatividade política da mulher devem ser redobrados para possibilitar que as vozes das mulheres sejam ampliadas.
A realização do Fórum da Mulher Parlamentar contou com o apoio do Ministério dos Negócio Estrangeiros da Holanda, através do NIMD e a Embaixada do Reino dos Países Baixos por apoiarem esta e outras iniciativas.
O 1º fórum da mulher parlamentar debateu, dentre vários aspectos, desafios e oportunidades da Mulher na política e no âmbito da agenda Mulher Paz e desenvolvimento, tema apresentado pela gestora de projectos no IMD, Elisa Muianga, sobre Vozes silenciadas, leis que salvam: o papel da mulher parlamentar na resposta Urgente a Violência feminicida em Moçambique, apresentado por Rosita Siueia, do Observatório das Mulheres.
Ainda esta segunda-feira, o Gabinete da Mulher parlamentar debateu e aprovou o seu o Plano Quinquenal (2025-2029) e o respectivo orçamento.