O Ministro dos Transportes e Logística, João Jorge Matlombe, disse que a reestruturação do sector empresarial do Estado é parte das prioridades do Governo para permitir que estas alcancem o objectivo estratégico para o qual foram criadas.
O governante, que falava esta quarta-feira, (09), na sede do Parlamento, em Maputo, durante a Sessão de Informações do Governo, explicou que a restruturação vai permitir que as empresas geram, ao mesmo tempo, recursos para a sua sustentabilidade, financiamento da economia nacional e criação de oportunidades para a melhoria das condições de vida do Povo Moçambicano.
Falando sobre a reestruturação das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) incluindo os estudos técnicos e financeiros que recomendam a entrada de três empresas públicas, nomeadamente Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), Caminhos-de-ferro de Moçambique (CFM) e Empresa Moçambicana de Seguros (EMOSE) no capital social da LAM, o Matlombe esclareceu que, em 2021, a LAM registou prejuízos de 1.415.381.049 Meticais (equivalente a USD 22,11 milhões); em 2022, as perdas foram de 448.630.328 Meticais (USD 7 milhões); em 2023, de 3.977.602.284 Meticais (USD 62,15 milhões); e, em 2024, de 2.281.329.466 Meticais (USD 35,65 milhões).
“Diante desta realidade, o Governo avaliou três opções para a viabilização da empresa, que são a privatização, parceria com um investidor privado estratégico e a manutenção da LAM sob controlo público, envolvendo empresas fortes do sector empresarial do Estado”, disse o governante, acrescentando que “a análise técnica recomendou a terceira opção. Assim, empresas como a HCB, os CFM e a EMOSE foram convidadas a integrar o capital social da LAM”.
Matlombe explicou ainda que os estudos demonstram que, com investimentos adequados e uma reestruturação firme, a LAM poderá alcançar estabilidade operacional e financeira num prazo de três anos. “No entanto, para que este plano tenha sucesso, é fundamental o compromisso de todos. A sustentabilidade da LAM não depende apenas do Governo, mas da responsabilidade colectiva”, frisou o governante.
Segundo Ministro dos Transportes e Logística, o Governo está empenhado em fazer melhor, com mais rigor, transparência e dedicação. Contudo, para que esse objectivo seja alcançado, é imprescindível contar com o apoio e o compromisso de todos.
“Renovamos, assim, a nossa inteira disponibilidade para prosseguir este trabalho em espírito de abertura, responsabilidade e patriotismo”, disse Matlombe, sublinhando que “é fundamental que todos os que utilizam os serviços da LAM honrem o pagamento das suas passagens”.
O Ministro dos Transportes e Logística explicou que a prática recorrente de viagens sem a devida compensação financeira enfraquece a sustentabilidade daquela companhia e compromete os esforços de reestruturação em curso.
“Não podemos esperar resultados diferentes mantendo práticas do passado”, sublinhou o Ministro, acrescentando que “não existem milagres, a recuperação da nossa companhia de bandeira depende do compromisso e da responsabilidade colectiva”.