O Ministro da Defesa Nacional, Cristóvão Artur Chume, afirmou que o Governo de Moçambique está a implementar uma abordagem “holística, integrada e multidimensional” para enfrentar o terrorismo, garantir a soberania nacional e reforçar a segurança das populações, com especial enfoque para a província de Cabo Delgado.
Falando esta terça-feira, dia 5, na Assembleia da República, durante a Sessão de Perguntas ao Governo, Chume explicou que o Executivo tem vindo a reforçar a coordenação interinstitucional no quadro da Estratégia Nacional de Prevenção e Combate ao Terrorismo e Extremismo Violento, envolvendo diferentes sectores do Estado, organizações da sociedade civil e Organizações não- governamentais.
Segundo o Ministro, o objectivo é reduzir a vulnerabilidade das comunidades, sobretudo dos jovens, prevenindo processos de radicalização e recrutamento por grupos extremistas.
O governante destacou ainda que o combate ao terrorismo não se limita à resposta militar, mas inclui acções sociais, preventivas e de desenvolvimento comunitário.
Falando da cooperação internacional, o Ministro referiu-se ao reforço do apoio de parceiros externos para o treino especializado e a capacitação operacional das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM).
Chume destacou a presença das forças de defesa e segurança do Ruanda em território nacional, sublinhando que esta cooperação resulta de acordos estratégicos entre os dois países no combate ao terrorismo em Cabo Delgado.
Segundo o governante, este apoio integra um esforço mais amplo que envolve também parceiros internacionais.
Apesar dos progressos registados, o ministro reconheceu a persistência de desafios em alguns distritos da província de Cabo Delgado, onde ainda se verificam ataques esporádicos, com impacto na circulação de pessoas e bens.
Referiu ainda que o Governo enfrenta desafios na provisão de recursos para sustentar o esforço das FADM no terreno, que o classificando como “essencial para a defesa da pátria”.
No entanto, Chume garantiu que o Governo está empenhado na modernização e reestruturação das FADM, incluindo o reforço na formação, logística, mobilidade e vigilância, sublinhando que estas ações já têm contribuído para a estabilização de zonas anteriormente afectadas, permitindo o retorno gradual das populações, a reativação de serviços administrativos e o regresso de investimentos públicos e privados.
Na sua intervenção, o ministro destacou que a responsabilidade primária pela defesa da soberania nacional cabe aos moçambicanos, sublinhando o papel central das FADM.
“O Governo está a criar condições para que as Forças de Defesa e Segurança continuem a cumprir com eficácia a sua missão de defesa da pátria e da nossa soberania”, concluiu Cristóvão Chume. (GIAR)