Infraestruturas em Luabo aquém das expectativas

Antes de visitar o distrito de Namacurra, o grupo de deputados da Comissão de Administração Pública e Poder Local, no seguimento da sua agenda de trabalhos, visitou os distrito de Mopeia e de Luabo, este último um novo Distrito da Província da Zambézia, tendo constatado com preocupação a degradação das infraestruturas administrativas do distrito que denotam, até hoje, os vestígios da guerra dos 16 anos do país.

Na ocasião, os deputados encorajaram aos funcionários daquele Distrito a serem corajosos para que sejam eles a construir aquilo que será o futuro risonho que tanto se almeja no distrito ainda em construção.

O deputado António Muchanga, depois de visitar as obras da futura casa do administrador do distrito e do chefe do posto, disse que “apesar das dificuldades de acesso é necessário que haja coragem e perseverança para que não desfaleçam diante das dificuldades de vária ordem, pelo facto de serem pioneiros nesta empreitada”.

Segundo o administrador daquele distrito, Osvaldo Fluerine, várias actividades foram desenvolvidas no primeiro semestre do ano em curso que permitiram, dentre várias realizações, o melhoramento da manutenção de estradas que possibilitam a circulação de pessoas e bens no distrito, a prestação de serviços de qualidade a população, que contribuem para a redução da desnutrição crónica e infantil, mortes neonatais, entre outras enfermidades.

“Continuamos com desafios de vária ordem, dos quais a falta de corrente eléctrica da rede nacional para o bom exercício das actividades laborais, a insuficiência de água potável, a falta de serviços públicos tais como edifício para o funcionamento de registo civil e notariado, tribunal e outros”, disse o governante visivelmente angustiado, mas optimista, salientando que o funcionamento dos serviços orgânicos do Estado em instalações inadequadas e sem mínimas condições tem preocupado a todos funcionários do Distrito.

O distrito de Luabo situa-se a sul da província da Zambézia, com uma superfície de 1.108 quilómetros quadrados e tem as margens do Rio Zambeze como principal recurso para produção, com uma extensão de 79.957 de terras aráveis, fontes para culturas como gergelim.

Segundo o administrador de Luabo, a visita dos deputados da Assembleia da República, a primeira a este nível, mostra que o Distrito não está esquecido e que mais moçambicanos poderão escalar aquele ponto da província da Zambézia que é potencial em áreas naturais para o turismo, para o Safari, pesca, pecuária entra outras.

No âmbito da gestão de recursos humanos, o distrito conta neste momento com 715 Funcionários Agentes do Estado e conta com 56 licenciados, 181 técnicos médios, 416 do nível básico e 56 elementares, números que, segundo o Administrador do distrito, ainda são irrisórios para aquilo que são as aspirações do Distrito.

Esta quarta-feira os deputados da quarta comissão trabalham na cidade de Quelimane onde deverão se inteirar dos trabalhos do Conselho e da Assembleia Municipal para apurar o grau de organização e funcionamento destes órgãos para na sexta-feira manterem encontro com o Governo da província onde serão apresentadas as constatações verificadas nos distritos de Mopeia, Luabo e Namacurra.

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