Dificuldades de saneamento do meio agudizam casos de malária em Dondo

O deficiente saneamento do meio ambiente aliado à queda de chuvas é apontado como um dos principais factores que contribuem para o aumento da incidência de casos de malária no distrito de Dondo, Província central de Sofala, segundo revelou, esta quarta-feira, a Administradora daquele Distrito, Graça Júlia Correia, num encontro de trabalho mantido com um grupo de deputados da Comissão de Administração Pública e Poder Local.

Segundo a Administradora do Distrito de Dondo, os casos de malária aumentaram em 26,9 por cento, tendo se verificado que no primeiro semestre do ano em curso foram notificados 19.035 casos contra 15.000 registados em 2016.

“As doenças de notificação obrigatória registaram, no geral, um aumento de 22,7 por cento, tendo-se registado 44, 233 casos em 2017 contra 36,055 em 2016”, disse a Administradora para quem além de casos de malária inclui-se neste perfil epidemiológico do Distrito casos de Diarreias, disenterias para além de mordedura canina em que foram notificadas 67 pessoas mordidas por cães no primeiro semestre do ano em curso contra 44 do mesmo período do ano transacto, o que corresponde a uma subida em 22,7 por cento.

Correia informou que, apesar do aumento de casos diagnosticados da malária, o Distrito não registou óbitos, mercê do trabalho conjugado entre o governo, as autoridades sanitárias do distrito, o membros do Conselho consultivo incluindo os secretários dos bairros e de localidades na sensibilização dos populares no sentido de fazer, regularmente, o diagnóstico para o tratamento em caso positivo, para além de campanhas de limpeza nos mercados, hospitais e o uso correcto de redes mosquiteiras.

A governante informou que casos houve de pessoas que usaram as redes mosquiteiras para pesca e para tapar mapira para secar, “contudo esses casos têm vindo a diminuir por causa do trabalho que temos levado a cabo para o uso correcto da rede mosquiteira”.

“Temos trabalhado arduamente na área de educação para a saúde, promovendo palestras nas comunidades e unidades sanitárias, fazendo visitas domiciliarias porta à porta para a sensibilização das comunidades na remoção de capim, lixo eliminação de águas estagnadas”, explicou a Governante, ajuntando que além da prevenção da malária tem-se desenvolvido um trabalho com vista à mitigação de outras doenças no Distrito, como é o caso de diarreias e disenterias.

A promoção de construção de latrinas e uso correcto das mesmas, a abertura de aterros sanitários para deposição de resíduos sólidos, a promoção de higiene colectiva e individual bem como visitas regulares aos mercados e outros locais de venda de alimentos de pronto consumo contribuiu para que em 2017 se registasse, por exemplo, uma redução em 48,8 por cento de casos de disenterias, analisando que no período em referência de 2017 foram registados 496 casos contra 968 do ano passado.

“Desta feita, foram construídas 456 latrinas, 300 copas e 296 aterros sanitários num plano de 3.346 latrinas, 2.861 copas e aterros para adopção de boas práticas de higiene e saneamento do meio”, disse a Administradora do Distrito reconhecendo que ainda há muitos desafios pela frente com vista a redução dos índices de malária no distrito de mordeduras caninas.

Refira-se que os deputados da 4ª Comissão encontram-se a trabalhar na província de Sofala, tendo já escalado os distritos de Caia, Gorongosa e deverá trabalhar, igualmente, esta quinta-feira com o Conselho e a Assembleia Municipais e com o Governo da Província, no âmbito da fiscalização da acção governativa quanto à implementação do Plano Económico e Social e execução do Orçamento referentes ao primeiro semestre do ano em curso.

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